5 de maio de 2010

A voz do povo é a voz de Deus? Pro Dunga não!


A cada quatro anos, às vésperas de sair a lista dos selecionáveis brasileiros para a Copa, a história se repete, só os personagens mudam.
Perto da Copa de 70 o Presidente Médici “pedia” o atacante Dadá do Atlético-MG na seleção, o técnico João Saldanha rebateu o pedido e exclamou: “O Presidente escala o ministério e eu a seleção!”. Foi a gota d´água para um técnico que havia chamado o “Rei” de cego, em plena ditadura o comunista Saldanha caiu e entrou em seu lugar Zagallo que sem remediar levou Dadá para a Copa do México.
No último mundial conquistado pelo Brasil, houve um grande apelo para que o baixinho Romário fizesse parte da ‘família Scolari’, mas o gaúcho Felipão não se rendeu ao povo e deixou o herói do Tetra fora do Penta. Hoje perto da convocação do técnico Dunga, o povo clama pelos novos meninos do Santos no grupo canarinho.
Outdors, Músicas e até no carro no carro do piloto Giuliano Losaco da Stock Car aparece o pedido: “Dunga convoca o Neymar!”. A nova jóia do futebol brasileiro esta voando, jogando muito mais do que pré-convocados como o ‘Imperador ‘ Adriano. Tudo bem que o garoto não tem experiência , se joga demasiadamente em campo, mas quando pega na bola e parte pra cima dos zagueiros nos remete ao velho esporte bretão, alegre e empolgante.
Já o pedido para o Ganso estar na seleção é mais humilde, mas na minha opinião ele é que mais merece vestir a amarelinha na África do Sul. O Paulo Henrique Ganso é um camisa 10 à moda antiga, clássico e inteligente, que aos 20 anos de idade é o cérebro da equipe mais badalada no momento no futebol brasileiro, além de não sentir o peso de vestir a famosa 10 que já foi de Pelé.
Bravo e turrão, Dunga esta cada vez mais parecido com o Zangado, dificilmente o capitão de 94 vai se render aos encantos do futebol-arte dos jovens. Os meninos (Ganso e Neymar), podem entrar na galeria de jogadores do povo que não foram para a equipe que na tese é pro povo, assim como aconteceu com Falcão(78) e Rivaldo (94).
Deixar Ganso e Neymar fora da Copa é um pecado; Mas hoje na seleção a voz do povo não vale nada e a do Dunga é lei!

4 de maio de 2010

O hippie que virou pop star


Ao chegar no camarim do grupo Jota Quest, encontro o vocalista Rogério Flausino posando para fotos publicitárias, fico no canto e após a sessão de fotos ele senta ao meu lado para começarmos a entrevista. Só que a primeira pergunta foi feita por ele, “Tá nervoso?(risos)” e continua... “Eu sempre fico nervoso, seja antes de show, ou antes de alguma apresentação na TV, radio ou durante uma premiação, é por isso que a gente bebe, acaba relaxando”.
Sempre com um sorriso no rosto Flausino bate um papo descontraído, e acabo esquecendo que estou fazendo uma entrevista. Ao lado da gente se encontram os outros integrantes do grupo; Pj, Marco Tulio, Paulinho Fonseca e Marcio Buzellin.
A vida do vocalista como ele próprio define é um sonho de criança que virou realidade, mas antes de ser integrante de um grupo famoso Rogério ralou muito, trabalhou boa parte da vida como analista de sistemas antes de se dedicar a música. Sua primeira banda foi “Contatos imediados” e tocava em bailinhos na cidade natal do artista, Alfenas.
O vocalista é sempre a figura mais lembrada de um banda, mas Rogério foi o último a entrar no grupo. Após catorze tentativas, entre elas mulheres no estilo Janis Joplin, Negrões com vozes firmes no estilo soul funk, foi o hiponga cantor de regae que teve mais afinidade com os outros integrantes, e o fato do Rogério ter 200 doláres para gravar uma fita demo ajudou.
“Eu tava saindo de um crise hiponga, por que todo mundo passa por uma crise dessas, usar sapatinho de camurça, calça de bali, cabelo raspado, barbixinha e colarzinho paz e amor, tipo fim de carreira”(risos). Rogério que tinha uma ligação zero com a black music, mas muito ligado em rock nacional, a identificação com as idéias do Flausino e uma afinidade pessoal ajudaram a alavancar a carreira da banda.
O grupo estourou com um cd totalmente dedicado ao Black Music, mas foi em 1998 que Rogério se destacou no Brasil, após o lançamento do clássico álbum “De volta ao planeta” onde o grupo inovou e gravou uma música do Rogério em parceria com seu irmão Wilson Sideral, uma balada de violão simplesmente fácil.
Rogério define que cantar no Jota Quest é trabalho e ao mesmo tempo diversão, “quando a diversão sair e ficar só o trabalho não vai dar mais nada certo”, concluí o vocalista. Hoje com 38 anos, casado e pai, Rogério sofre com a perda de audição do ouvido direito, “Já perdi cerca de 25% a 35% da audição do ouvido direito, é justamente no que uso o earphone, essa perda é irreversível, não volta.” Devido a esse problema de saúde o grupo teve que se adequar ao fato de fazer menos barulho, o que é quase inevitável quando se trata de uma banda de pop rock.
Um dos maiores petis do vocalista com o grupo foi quando o som estava muito alto e prejudicando sua audição, “Eu tava estourado já, perdi a cabeça larguei o microfone e fui desligar o amplificador, pô já imaginou ficar surdo? Não dá!”
Após o lançamento do cd “De volta ao planeta” o grupo estourou de vez no cenário nacional, e Flausino descreve esse como um dos piores e melhores momentos da história da banda, “O dinheiro tava pingando na conta, já não dava pra andar na rua, os programas de TV nos convidando a todo momento, e nós queríamos estar em todas...”. É nessa época que as músicas começaram a tocar nas rádios populares, junto com isso tudo veio uma superexposição. “Administrar a vida pessoal junto com o momento do grupo foi a pior parte, a namorada né?... administrar dinheiro, que eu nunca tinha tido.”
Quando o questionou sobre a tal da fama ele responde: “Ah, a tal da fama... ela te traz um monte de coisa boa, mas também traz um monte de coisa que não serve pra nada. Mas é o tal do ‘ver pra crêr’.”
Depois da turbulência de um disco que mudou a história do grupo veio o momento de fazer um novo cd, que em vez de ser feito com calma foi produzido em apenas 4 meses. Na época do lançamento Rogério descreve que foi o momento que ele foi mais criticado, pelas letras do novo cd e pela fama que os críticos falavam que havia subido demais a cabeça dele e do grupo. “Foi um momento que eu não sabia de onde vinham as pedras, o nosso sucesso foi muito rápido aquilo parecia que era um complô pra me derrubar e assim derrubar o Jota”, os releases da época falavam muito dos supercontratos comercias do Rogério, das ruins letras, da superturnê que o grupo iria fazer, e pôr fim os tratavam ironicamente como a superbanda. “Desde então venho tentando mostrar que eu sei que vacilei, que o sucesso realmente subiu minha cabeça e a do grupo, mas que a gente é bom... que a gente é músico mesmo, que não somos um fake.”
Hoje em um momento menos underground Rogério acha que já mostrou para todos que o Jota Quest é realmente uma banda sem maquiagem, o vocalista e compositor que gosta mais das músicas “lados B” terminou exclamando que mostrou que apesar de tudo ele e os outros integrantes do grupo são gente, como todo mundo.
Rogério Flausino é muito carismático, é aquele cara que chega no lugar e logo você sente vontade de cumprimentar, por ser vocalista e ser a pessoa mais assediada do grupo a responsabilidade dele é maior, e consegue fazer o seu papel como ninguém, como os colegas do grupo falam, Rogério é ansioso e sempre pensa na banda. Ele é de uma família altamente musical, seus irmão Sideral e Landau sempre foram um espelho para “Rogerinho”.
Antes de subir ao palco para o show, Rogério olha pra mim e com um sorriso de um garoto que vai tocar pela primeira vez com a sua banda fala: “Será que todo dia vai ser sempre assim?”...

16 de março de 2010

A criação do estereótipo do país do futebol

Qual é um dos primeiros presentes de um menino? Uma Bola. Mas não uma qualquer, uma de futebol!
Será que quando Charles Miller desembarcou no porto de Santos com uma bola de “football” em cada mão, imaginou que estaria marcando época e criando uma identidade nacional? Querendo ou não, transformou o Brasil no país da bola.
Mas é só por isso que temos essa identidade com o futebol? É por causa do Pelé, Garrincha, Ronaldo, Zico...? Os motivos são simples, pode ser resumido em uma frase: Somos PENTA! Mas temos os melhores jogadores do mundo também, e caí entre nós os piores dirigentes!
Os chineses começaram a mania de chutar um objeto esférico, que no começo era a cabeça de um oponente de algum combate,os ingleses gostaram da mania e inventaram o football, que no Brasil, ganhou ginga, malabarismo, alegria... exuberância.
O tom de mestiçagem dado pelo negro foi fundamental para o estilo de jogo do Brasil, logo o negro que era impedido de participar dos primeiros arranca tocos. O coração da negritude brasileira pode ser encontrada na capoeira, que é uma mistura de artes marciais, música, dança e espiritualidade que veio dos escravos trazidos da África. Esta foco da capoeira esta no corpo e dentro dessa cultura, a chave para a compreensão do marcante estilo do futebol nacional.
O brasileiro é muito bom de drible e melhor ainda de finta – que é o uso do corpo sem usar a bola – é um pouco de capoeira, aí seria uma influência africana. De forma que essa mistura de branco, africano, mestiço, resultou em um verdadeiro bailarino, que é o jogador brasileiro.
Infelizmente hoje vemos um embranquecimento do futebol , o que é muito ruim, do ponto de vista do talento e da manifestação do brasileiro miscigenado.
O velho esporte bretão moldou os pensamentos, as visões e a identidade nacional.Seja pelos triunfos ou pelas atribulações o Brasil se tornou símbolo da Copa do Mundo.
Quem pensa que o futebol é só mais um dentre diversos esportes se engana completamente. O futebol brasileiro é cultura, assim como carnaval, festa junina, caipirinha e feijoada.
Aqui é um país onde a imagem de um garoto de favela que cresce e se torna campeão do mundo continua mais forte. Este é o país onde a esperança pode se transformar em realidade e o sonho de todo jovem jogador de futebol é tornar-se o próximo Pelé. Não existe Brasil sem o futebol, e o futebol não existiria sem o Brasil.

13 de março de 2010

Muita hora nessa calma

Quem nunca ouviu a expressão “devagar se vai ao longe” ?. Um ditado incisivo que condensa a sabedoria da experiência.
Mas nem sempre experiência faz a diferença quando falamos de esporte. Veja o caso do “chapeleiro maluco” vulgo Neymar, que vem aprontando todas no Paulistão 2010. A primeira vítima do garoto do Santos foi o “velho” Rogério Ceni que dançou ao som do Harmonia do Samba com a grande música “é paradinha... inha... inha”, a outra vítima do adolescente de 18 anos foi o zagueiro Chicão do Corinthians, que é somente dez anos mais velho que o jovem abusado, no clássico entre os alvinegros, Neymar aplicou um lençol mágico, encantador... Menos para Chicão que ficou bravo, o motivo da bravura do corinthiano foi pelo fato do jogo estar paralizado. Já na sua última travesura o menino extrapolou, usou como vítima o fraco Naviraiense, que foi na cidade de Santos passear e entrar para história, 10 a zero para os meninos da Vila, e Neymar fazendo um gol de placa, de classe, de Pelé!
Mas precisamos ter muita hora nessa calma, sem pressão no Dunga para levar o garoto pra Copa-10, ele não tá pronto, mas em 2014 vai brilhar muito na seleção!
E calma é o que a torcida brasileira vai precisar ter nesse e muito esse ano, já escutei muitas pessoas criticando o desempenho pífio do Bruno Senna na Fórmula 1. Aí volto pro começo, no caso do Bruno o sobrenome pesa sem ele perceber, o jovem piloto não tem culpa de ser sobrinho de um dos mais – se não o maior- gêniais da história do automobilísmo mundial. A Hispania(escuderia do Senna) teve muitas dificuldades e aprontou o carro em cima da hora do primeiro Grande Prêmio, mas é inevitável não lembrar do tio quando se vê o “novo” Senna, capacete parecido e começando no patinho feio do circo da Fórmula 1 também. Para Bruno a experiência vai ser fundamental, quanto mais kilometragem melhor.
E o fator tempo de vida é de suma importância a todos desportistas,mas muitos crescem somento no vigor físico, caso do Ronaldinho Gaúcho que nem de longe lembra aquele menino, muleque, que já aprontou travessuras vestindo a camisa do tricolor gaúcho. Será que foi pelos dribles e a humilhação que ele fez com o Dunga em um GRE-NAL que o comandante do escrete canarinho não ta nem aí pra ele? Acho que não! O Gaúcho ta no momento fora da lista dos 23 selecionáveis por que pecou quando não devia... foi um muleque como diria o Capitão Nascimento do filme Tropa de Elite.
O que Ronaldinho vive hoje se assemelha ao caso vivido pelo levantador Ricardinho antes do Pan do Rio em 2007, quando a infantilidade o fez perder o único título que ainda não havia conquistado na história do voleibol. E que ficou sem conquistar!
Não devemos atropelar o tempo e dar uma de Nostradamus, é melhor vê quem consegue na hora H (seja um pênalti decisivo; um lance livre no último segundo; uma ultrapassagem arriscada; um saque com match point contra... ) quem vai saber separar os homens dos meninos.

27 de fevereiro de 2010

O Milagre de Berna: Adeus Hungria, viva a pragmática Alemanha!

Os Mágicos Magiares, ou melhor, a lendária seleção da Hungria na década de 50, ficou invicta por incrivéis 32 jogos, recorde entre seleções até hoje.
Mas tudo que é bom chega ao fim, e chegou ao fim a invencibilidade justamente na final da Copa do Mundo da Suíça em 1954, quando os Aranycsapat – Os poderosos Magiares em hungáro – perderam por 3x2 para a “nova” Alemanha.
A incrível seleção de puskas e companhia ilimitada ganhou quase tudo na década de 50: Ouro olímpico (que o Brasil ainda não tem). E conseguiu feito inimagináveis, como golear a seleção inglesa dentro do segundo mais importante templo do futebol mundial(pois o maior templo é o nosso Maracanã) Wembley, por fantásticos 6x3, e não foi só no ano da Copa de 1954 foi marcada uma revanche que nunca devia ter ocorrido, outra lavada... 7x1, dessa vez jogando na Hungria.
Os pré-candidatos ao título chegaram ao mundial emplogados com o longo tempo de invencibilidade, e as únicas seleções que podiam ofertar perigo aos atuais campeões olimpícos seriam Brasil e Uruguai que era atual campeão mundial.
Como esperado o escrete hungáro se desvincilhou sem dificuldade dos seus adversários... Inclusive derrotando a Alemanha Ocidental por meros 8 a 3 – tudo bem, os alemães se pouparam e perderam de proposito com medo de enfrentar o Brasil.
Se os alemães tinham medo do agora Brasil, que jogava sua primeira Copa de amarelo, os hungáros não tinham. E a Batalha de Berna como ficou conhecida aquela , pugna das quartas de final, foi um dos grandes jogos do mundial, num campo enlameado pela chuva a Hungriavenceu fácil o Brasil por 4 tentos à 2, num dos jogos mais vilentos da história dos mundiais. A semi-final foi contra os atuais detentores da Jules Rimet, e a Alemanha pegava as babas do outro lado da chave. Diante do Uruguai já se viu um time da Hungria beirando a morte física, e o campo pesado só dificultava ainda mais, mas no final veio outro 4 a 2, sendo que a vitoria só veio na prorrogação após a igualdade de 2 scores nos 90 minutos. Enqunato isso no St Jakob – Park na Basiléia a Alemanha brincava de jogar futebol, humilhando os anfitriões por 6 a 1.
Era 4 de Julho, o dia da seleção hungára se imortalizar, e colocar nomes como Puskas – que machucado , quase não jogou na Copa- , Hidegkuti, Kocsis entre outros. Mas para a ironia da torcida que lotou o Wankdorf Park, os novos deuses do futebol seriam frios.
Mesmo machucao Puskas foi pro jogo, e valeu a pena, logo aos 6 da primeira etapa abriu o placar para os Magiar, aos oito Czibor marcou o segundo... Pronto lá vem outra goleada! Pura ironia. Dois minutos após o segundo gol do “Time de ouro” a maré começou a virar e Marlock diminuiu para os alemães ocidentais, e Rahn aos 19 minutos deixou todos abismados empatando a partida. Nunhum jogo que a Hungria começou vencendo terminou sem a vitória, mas para tudo se tem uma primeira vez.
No segundo tempo os duros jogos da Hungria, e os tranquilos jogos da Alemanha, nas fases de quartas e semi, fizeram a diferença. A Hungria ficou irreconhecível, errando passes, tabelas, chutes... e aos seis minutos do fim o Milagre a conteceu, após um corte ruim da zaga dos Magiar, Rahn chutou firme... e ... acabou com a invencibilidadde hungára, decretando assim o primeiro mundial germânico e o bi-vice hungáro (1938-1954). Sem show a pragmática e eficiente Alemanha ficou com a Jules Rimet.
Foi a segunda final seguida que o público não acreditava no que via, depois do Maracanazo e do Milagre de Berna, favoritismo em Copa do Mundo virou apenas sinônimo de medo.

3 de fevereiro de 2010

Craques... Torcida covarde... Maracanazo...

A Tv chegava ao Brasil, Getúlio Vargas voltava ao poder... mas nada foi tão inesquecível quanto a primeira Copa do Mundo em solo brasileiro.
O símbolo do país era o gigante de concreto, batizado de Maracaña. Um vocábulo do idioma tupi-guarani, nome de um pássaro alaranjado e rabugento que, em vez de cantar melodiosamente, prefere imitar o som de um chocalho, descreve Silvio Lancellotti. O povo não sabia que aquele cenário mágico se transformaria em uma tragédia grega.
Após convincentes vitórias, o escrete canarinho chegava a última rodada do quadrangular final precisando somente do empate, fácil não? Se engana que pensa assim, o adversário da seleção era o bicampeão olímpico e campeão da primeira Copa do Mundo, o Uruguai...
Na partida de 16 de Julho o Brasil começou arrasador, torturando o constrangido time do Uruguai, afinal tínhamos o apoio da massa, e que massa... cerca de 200.000 mil pessoas, mas reza a lenda que o número era bem maior. Em meros 45 minutos o Uruguai cedeu dezenove escanteios. O barulho da torcida era escutado a vários quarteirões de distância. Logo ao 2 minutos da etapa final, Friaça escapou pela direita, em contra-ataque, e colocou o Brasil na frente, um delírio colossal Brasil a fora, estávamos conquistando o mundo.
Aí então que surgi o antagonista do espetáculo, avisaram à todos que a festa estava armada, menos para ele...Um mulato, repito um mulato, chamado Obdúlio Varela, o capitão da celeste. Dirigiu-se ao arbitro inglês num protesto ofensivo, querendo mostra calma para os companheiros, e para a torcida que o Uruguai ainda estava vivo, e muito vivo.
A resposta Uruguai veio pacientemente – e para nosso azar, foi letal! Invés do desespero, veio o brio e a aplicação. Aos 66 minutos veio o empate da celeste olímpica, empate que ainda dava ao Brasil o título, mas inexplicavelmente a seleção de Flávio Costa desmoronou. Até hoje estudiosos de psicologia de massas analisam os motivos que induziram o estádio a se calar.
Naquele então fúnebre maracaña só se escutava os berros do mulato uruguaio. E a oito minutos do fim, veio o sepultamento brasileiro, Luís Mendes locutor da partida fez nove inflexões diferentes ao narrar o gol do Uruguai, naquele momento perdíamos a Copa do Mundo dentro de casa. O silêncio foi ensurdecedor.
A torcida brasileira abandonou a seleção quando ela mais precisou, foi uma torcida covarde disse Obdulio Varela. E o então presidente da FIFA Jules Rimet concordou, ele afirmou que sentiu vergonha de entregar a Taça ao capitão do Uruguai. Rimet descreveu em seu livro sobre a Copa do Mundo que apenas apertou a mão de Vasrela e ambos não falaram nada, pois o silêncio não permitiu.
Devido ao macanzo, como os Uruguaios chamam esse jogo, ganhamos os outros cinco títulos mundiais.
O que me entristece é que jogaram por mais de meia década a culpa em cima do arqueiro negro da seleção, Barbosa, ele não teve culpa nenhuma, e o preconceito foi inaceitável, pois o time Uruguai tinha tantos negros quanto o Brasil.
Mesmo tristes com a derrota os 200.000 espectadores fizeram questão de aplaudir os bi campeões olímpicos, uma lição de humildade e fair play.
Uma das melhores gerações de craques brasileiros foram amaldiçoados pelo Maracanazo, exeto uma enciclopédia chamada Nilton Santos, que ganharia o mundial de 1958.

1 de fevereiro de 2010

३० मैओरेस जोगोस दे कोपा दो Mundo

Hoje começa minha coletânea sobre meus 30 maiores jogos de Copa do Mundo! aproveitem e se divirtam!