O que Corinthians, Fluminense, Cruzeiro, Grêmio e Internacional tem em comum? Todos já foram eliminados da Taça Libertadores da América desse ano. Claro que o Corinthians nem chegou a entrar de fato na competição, sendo eliminado pelo fraco Tolima ainda na Pré-Libertadores.
Mas os outros quatro times chegaram, mesmo que alguns aos trancos e barrancos, às oitavas de final. Junto com o Santos poderíamos ter a maioria de times nas quartas do campeonato, teríamos duelos magníficos como Santos e Cruzeiro e um GRE-NAL que iria entrar para a história. Mas não, o sonho de ter cinco brasileiros entre os oito melhores da América foi por água abaixo na última quarta-feira.
Quarta-feira, dia 4 de maio de 2011, vai ficar conhecida na história do futebol brasileiro como a quarta maldita. O dia em que quatro equipes brasileiras foram eliminadas da Libertadores de uma só vez. Sorte que o Santos jogou na terça, sendo o único representante do Brasil agora na competição continental.
O mais duro é ver que as vantagens foram revertidas, tirando o Grêmio que já foi para o jogo no Chile respirando por aparelhos e que teve a má sorte de jogar sem o pilar de sustentação do time, o goleiro Victor. O Inter apagou, foi eliminado em cinco minutos, mostrando que Falcão não tem a mínima capacidade de ser técnico, quem dirá comentarista. O Cruzeiro se perdeu, entrou com um salto 15 em sete lagoas e viu seu técnico perder a cabeça e dar uma cotovelada no jogador do Once Caldas que, cai entre nós, deu um baile tático no Cruzeiro.
O Fluminense, time de guerreiros, milagres, mostrou que tudo um dia acaba. A cota de milagres do time das laranjeiras se esgotou, o então brilhante técnico que a imprensa exaltava, pecou. O Flu caiu feio frente a equipe paraguaia do Libertad. Em nenhum momento esboçou alguma reação, foi medíocre.
Agora o Santos, que se salvou da eliminação na terça, graças a uma exibição de gala do goleiro Rafael, vai precisar da sorte para passar pela equipe do Once Caldas. Ganso se machucou no último domingo, pela final do paulista, e Elano ainda está ‘bichado’. Mais do que nunca Neymar vai ter que chamar a responsa e levar o time da Vila Belmiro nas costas.
As manchetes da imprensa amanhã vão ser: “O Santos é o Brasil na Libertadores” , “O Brasil agora é Santos”. Mas pergunte para qualquer outra torcida para quem eles vão torcer, a resposta de 90% vai ser “torço para o Santos cair fora”.
Que Alexandre Dumas, o autor de Os Três Mosqueteiros, me perdoe agora, mas vou alterar sua consagrada frase. Com o Santos na Libertadores, é um por todos e todos conta um.
9 de maio de 2011
20 de abril de 2011
A invenção que pauta a vida
Tic-tac... Tic-tac...Tic-tac… Tic-tac…Tic-tac…Tic-tac…
É hora de acordar, de sair, de lanchar… qualquer hora é hora de olhar no relógio e ver que horas são. Seja o relógio do celular, do pulso ou do “vizinho” sentado ao seu lado no ônibus.
Nos primórdios a vida era pautada pelos “deuses” e suas estações do ano (mesmo que não existisse esse termo ainda), era o calor ou o frio que decidia os passos a serem tomados pelo Homo neanderthalensis, e nossa espécie durante milhões de anos.
Os primeiros relógios - ou horológios, em um português mais antigo - que se tem conhecimento são os ‘relógios de sol’, desde os remotos tempos os egípcios e babilônicos observaram que dependendo da posição, o Sol fomava uma sombra diferente nos objetos. Ao fazer essas observações, perceberam que, ao passar do dia, o tamanho desta sombra ficava maior ou menor. O homem primitivo primeiramente usou sua própria sombra para marcar as horas, depois descobriu que uma simples vareta fincada no chão faria o serviço, estava criado aí o pai dos relógios, o relógio de sol ou gnômon. “O relógio de sol é bem fácil de fazer, basta pegar uma vareta e colocar na grama, é muito legal acompanhar as horas pelo Sol”, afirma o astrólogo Cláudio Aramoto. Assim como este relógio primitivo, a ampulheta é um dos mais conhecidos e antigos do mundo. “Quem nunca viu um filme onde uma ampulheta determinava o tempo que o mocinho tinha para salvar a mocinha?”, discorre a estudante de Psicologia Adriana Garambelli.
Em 797, o califa de Bagdá presenteou Carlos Magno com um relógio mecânico que saia um passáro para anunciar as horas... Cuco... Cuco! Isso mostra que é provável que os asiáticos tenham inventado os primeiros relógios mecânicos. O arcebispo de Verona, chamado Pacífico , em 850 da nossa era, construiu o primeiro relógio mecânico baseado em engrenagens e pesos. “A construção do relógio mecânico é recheada de controvérsias, uns dizem que foi feito na Ásia, outros que foi um arcebispo de Verona, na Itália, mas o que consta registrado nos livros é que o primeiro relógio mecânico foi feito pelo Papa Silvestre que é considerado o inventor do relógio”, informa a historiadora Tamyres da Cunha, especialista em assuntos da antiguidade humana.
O relógio mais charmoso de todos foi sem dúvida o de bolso, sua engenhocas ajudaram e muito no desenvolvimento dos futuros relógios. Os relógios de bolso eram muito raros e tidos como verdadeiras jóias, vistos como símbolo da alta aristocracia. Mas para algumas pessoas, como o ‘brasuca’ Santos Dumont, o relógio de bolso era ruim: imagina um piloto de avião tendo que retirar um relógio do bolso de sua calça para verificar se o voo está no horário. Pois é, hoje temos o relógio analógico, digital, de pulso que ajuda. Mas na época do inventor do avião não existiam essas ‘modernidades’, por isso o brasileiro decidiu inventar, com a ajuda do amigo Louis Carter e do mestre relojoeiro Edmond Jaeger, o relógio de pulso, tudo para ajudar a ver as horas durante os famosos voos de Alberto Santos Dumont. O protótipo foi criado em 1904, nos mesmos moldes que existe hoje em dia.
Para chegar ao que vemos hoje no “mundo dos relógios” tudo se deve à inteligência de uma pessoa não muito conhecida no mundo da física, um tal de Galileu Galilei que, em 1595, descobriu a famosa Lei dos Pêndulos. A partir daí, surge uma enorme variedades de técnicas de registro do tempo. Os relógios deste tipo podem ser pêndulos, quartzo ou cronômetro.Hoje para muitas pessoas o relógio é apenas mais um objeto do dia-a-dia. “Ah, eu uso relógio só porque acho bonito, porque sempre olho as horas no celular”, diz a comerciante Veridiana Tavares.
Por causa da moda de muitas pessoas usarem apenas por enfeite, existe uma tremenda diversidade de relógios, uns mais lindos que os outros, o que deixa os “relógiomaníacos” maravilhados. “Sou viciado em relógio, além de ser prático para ver as horas, existem cada vez mais relógios que se adaptam ao seu estilo de roupa, à sua personalidade”, afirma Antonio Azevedo, dono de uma relojoaria no centro da cidade de Curitiba.“Vivemos uma vida que necessitamos do tempo, acho que se hoje o relógio fosse proibido, ficaríamos loucos”, diz Tereza Joaquina, que mesmo aposentada tem que seguir os horários pautados pelo dia-a-dia, “Tenho a hora certa para tomar meus remédio, de fazer o almoço, mesmo aposentada a vida não para e segue andando junto com os ponteiros do relógio” complementa a aposentada de 71 anos.
Os relógios já fazem parte da história da humanidade, “Eu sinto que falta alguma coisa quando saio sem relógio”, garante a estudante de Design Gabriela Lange. Não faz mais tanta importância para nossas vidas se o tempo é quente ou frio, se faz chuva ou sol, afinal de contas sabemos que, ao olhar as horas e o ponteiro, ou visor digital marcar 18 horas de sexta-feira – seja no Big Ban ou no seu celular - é hora de comemorar o fim da semana e partir para o happy hour com os amigos.
Tic-Tac...Tic-Tac...Tic…Tac…
13 de março de 2011
Voa Ganso, Voa... Mostra para o mundo o que eu já sei!

Foram 199 dias de apreensão, insegurança, de um manto sem seu dono em campo. A mítica camisa 10 do Santos estava sem o Ganso!
Jogo tenso, nervoso, erros. Meio campo sem criatividade, Elano sobrecarregado. Apenas 45 minutos de vaias, de zero a zero no placar.
Volta do intervalo, Diogo que estava com a 10 emprestada sai de campo dando lugar ao legítimo dono da 10 do Santos, da 10 do Brasil. Paulo Henrique Ganso voltava a participar de uma partida de futebol depois da grave contusão. Quase 7 meses, uma eternidade para quem ama jogar futebol, para quem vive a vida pela arte, para quem aprecia futebol.
Bastou 30 segundos para os 199 dias de saudades irem para o espaço. Com a genialidade de sempre, com a frieza típica “gansiana”, um lançamento na medida para o Zé Love ter o básico trabalho de dominar e rolar para o homem gol do Santos (Elano) fazer!
Mas o momento épico do jogo ainda estava por vir... a Vila mais famosa do mundo ainda viria abaixo! Quase aos dez minutos, jogada pelo lado direito, o garçom Zé Love oferece um prato cheio à moda de uma casa paraense, para Ganso se eternizar... Gol do camisa (ontem) 16! Ganso voltava em grande estilo, voando.
Faltou ritmo? Faltou, mas a classe demonstrada por ele durante os 45 minutos que jogou superou isso. Calcanhar, caneta, as tão famosas tabelas de Ganso e Neymar. Um dia para ficar gravado na memória de todos que viram o retorno do menino Maestro da Vila.
Aplausos de pé para o renascimento de um artista, gênio, de um camisa 10 à moda antiga que vai encher os olhos do mundo com seu futebol.
24 de janeiro de 2011
Ano novo, Show antigo
O ano de 2010 foi sem dúvida um dos melhores da história do Santos Futebol Clube. Muitos gols, dancinhas, confusões... e muito, mas muito show!
Chegou o ano de 2011, o que era pra ser novo é velho. O Santos, continua com os meninos que encantaram o mundo no ano passado, aliás, continuam entre aspas, Ganso e Neymar ainda não entraram em campo nesse ano novo. Mas o show continua.
A volta do ídolo Elano deu uma nova cara para o time da Vila Belmiro, Léo, Pará e companhia continuam com mesma pegada do primeiro semestre que o peixe fez em 2010. O técnico Adilson Batista assim como Dorival Junior, preza o ataque. Até mesmo por que torcida que ver é gol e não craques milionários que já deviam ter se aposentado, como aconteceu no último alvinegro que Adilson treinou.
Os meninos da Vila versão 2011 estão jogando como em 2010, a diretoria do Santos trabalhou bem, segurou os craques da equipe, além de reforçar com a experiência de Elano. O Santos ainda não conta com Charles e Diogo que vieram para ser titulares na equipe. Não pode contar com Ganso e Arouca ainda no departamento médico e esta sem Neymar, Alex Sandro, Danilo e Alan Patrick que estão servindo a seleção sub-20.
Com três vitórias em três jogos, 11 gols e apenas 3 sofridos, é inevitável o Santos ser o time que está mais uma vez encantando o Brasil, mais espantoso por estar sem jogadores titulares jogando. O elenco do alvinegro é muito forte, tem tudo para repetir as glórias do ano passado e esse ano tem Libertadores, se os meninos continuarem assim podem conquistar a América, mas é muito cedo para colocar o Santos como favorito na competição continental.
A única coisa que se pode afirmar sobre o Santos no momento, é que tudo continua como antes no quartel do seu Laor.
Chegou o ano de 2011, o que era pra ser novo é velho. O Santos, continua com os meninos que encantaram o mundo no ano passado, aliás, continuam entre aspas, Ganso e Neymar ainda não entraram em campo nesse ano novo. Mas o show continua.
A volta do ídolo Elano deu uma nova cara para o time da Vila Belmiro, Léo, Pará e companhia continuam com mesma pegada do primeiro semestre que o peixe fez em 2010. O técnico Adilson Batista assim como Dorival Junior, preza o ataque. Até mesmo por que torcida que ver é gol e não craques milionários que já deviam ter se aposentado, como aconteceu no último alvinegro que Adilson treinou.
Os meninos da Vila versão 2011 estão jogando como em 2010, a diretoria do Santos trabalhou bem, segurou os craques da equipe, além de reforçar com a experiência de Elano. O Santos ainda não conta com Charles e Diogo que vieram para ser titulares na equipe. Não pode contar com Ganso e Arouca ainda no departamento médico e esta sem Neymar, Alex Sandro, Danilo e Alan Patrick que estão servindo a seleção sub-20.
Com três vitórias em três jogos, 11 gols e apenas 3 sofridos, é inevitável o Santos ser o time que está mais uma vez encantando o Brasil, mais espantoso por estar sem jogadores titulares jogando. O elenco do alvinegro é muito forte, tem tudo para repetir as glórias do ano passado e esse ano tem Libertadores, se os meninos continuarem assim podem conquistar a América, mas é muito cedo para colocar o Santos como favorito na competição continental.
A única coisa que se pode afirmar sobre o Santos no momento, é que tudo continua como antes no quartel do seu Laor.
14 de dezembro de 2010
A Curitiba que nem todos querem ver
Danilo Georgete
Lucas Kotovicz
A maioria da população se vangloria por morar na cidade de Curitiba. Talvez pela forte influência midiática, que trata a capital do Paraná como a cidade modelo, exemplo de transporte urbano e da sustentabilidade.
Mas Curitiba é modelo de que? Logo vem a mente o “bom” transporte público e os belos parques, mas só isso serve para ser conhecida como modelo? A cosmopolita Curitiba sofre com problemas igual à toda grande metrópole. Embora a capital paranaense tenha sim, belos parques, a maioria deles são cópias. Um exemplo é o Jardim Botânico. A conhecida estufa é uma cópia de um palácio de Londres e, seus jardins, são cópias fiéis dos jardins de Luxemburgo, em Paris.
Grandes problemas vêm afetando Curitiba nos últimos anos. A cidade inchou com o grande número de migrantes e, como toda grande cidade, ficou a mercê da violência e da insegurança, que são cada vez maiores na cidade.
O estudante de jornalismo Rodrigo Araújo saiu de sua cidade natal, São Paulo, para estudar em Curitiba. Depois de ser assaltado, após cinco anos morando aqui, Araújo mudou sua opinião quanto à capital paranaense. “Antes eu andava de madrugada tranquilamente. Saia e voltava para casa a pé às 3 da manhã sossegado. Para mim, era 3 horas da tarde. Há um ano, eu estava voltando para casa e me assaltaram a 50 metros de casa, às 6 da manhã.”, conta. Depois disso, o estudante mudou totalmente de opinião quanto à segurança da cidade. “Quando eu mudei para cá, Curitiba era uma. Hoje é outra, completamente diferente. Hoje eu presto mais atenção quando eu saio na rua”, diz.
Matheus Lara, estudante de ensino médio, veio de São Mateus do Sul para estudar em Curitiba. Morando a pouco menos de um ano no centro da capital, Lara revela que foi assaltado em plena luz do dia, em frente ao shopping Cristal. “Um chegou com uma faca, e o outro com uma arma. O assaltou levou alguns segundos. Quando olhei para os lados, chegou um senhor e disse que tinha visto que as mesmas pessoas que me assaltaram, tinham assaltado uma senhora a poucos minutos atrás. Fiquei indignado. Primeiro, porque as mesmas pessoas fizeram dois assaltos em questão de minutos. Segundo, porque o senhor que viu os dois assaltos não fez nada”, conta. Por morar em um apartamento, Matheus também já viu um assalto de sua sacada. “Vi todo o processo: desde os elementos chegando perto da moça. O grito dela, e a correria. Não pude fazer nada na hora. Fiquei imóvel. Foi muito rápido”, diz.
Muitos locais que atraem turistas e os fascina durante o dia, acabam se tornando lugares obscuros e perigosos, lembrando tão bem cenários dos livros do escritor curitibano Dalton Trevisan. Enquanto de dia a modernidade e a aparente organização se mostram quase supremas, à noite a realidade se distancia - e muito - da aprazível Curitiba. Neste período a cidade se revela uma paisagem típica dos grandes centros: jovens em busca de diversão - lícita ou ilícita -, que se movimentam contrários às implícitas leis de ordem e civilidade. O teatro Guaíra, outro grande monumento da cidade, é palco para usuários de crack ao redor. “É a juventude que se mostra oposta à hipócrita fantasia de ‘cidade modelo’”, afirma a blogueira Anna Azevedo, que escreve sempre sobre uma Curitiba alternativa.
O Museu Oscar Niemayer, popularmente conhecido como museu do olho, é um dos pontos da cidade que anda perdendo o brilho. A moradora Maria* falou que é frequente ver nas dependências do museu jovens se drogando. Ela também disse que o museu é um lugar que atrai muitos mendigos, que vão até lá para pernoitar. Maria relata que os seguranças do museu são agressivos e abusam da violência, muitas vezes com a conivência da polícia. “Os seguranças do museu usam de violência contra mendigos que procuram abrigo para dormir. Uma vez tive o desprazer de ver o pobre do mendigo chorando de frio, por ter sido molhado pelos seguranças depois de apanhar.”, conta.
E não é somente o Museu do olho que sofre com essa brusca mudança de comportamento, sendo de dia atrações turísticas bem vistas, e a noite pontos que envergonham a cidade.
Outro exemplo clássico de bipolaridade de pontos turísticos curitibanos é o centro histórico. Localizado no Largo da Ordem, abriga uma cultura imensa, casarões antigos, igrejas e várias atrações, como a tradicional feirinha do largo da ordem que acontece todos os domingos. Mas o Largo é um dos locais mais perigosos da cidade de noite. “O Largo é muito perigoso, se ficar dando bobeira lá é óbvio que vai ser assaltado” conta o estudante Carlos Carvalho, de 20 anos. Carlos ainda discorreu que é comum encontrar no Largo adeptos da ideologia neonazista, “Eles sempre estão por lá, é comum vê-los, os skinheads são ridículos, já vi alguns deles baterem em homossexuais na região do centro histórico”.
Já existem discussões para resolver os problemas da cidade. Além de projetos feitos pela prefeitura, incentivo salarial para policiais, revitalização da cidade entre outros projetos, também há projetos paralelos de entidades como o instituto Gaudium e a Ação Social do Paraná que realizaram nos dias 10, 11 e 12 de setembro a segunda edição da Festa da Luz. A festa teve como objetivo revitalizar o centro histórico da cidade. Como em todos os grandes centros do Brasil, Curitiba sofre com vários problemas de infraestrutura, aqui não é a capital de conto de fadas como muito se diz por aí.
*Nome Fictício.
Lucas Kotovicz
A maioria da população se vangloria por morar na cidade de Curitiba. Talvez pela forte influência midiática, que trata a capital do Paraná como a cidade modelo, exemplo de transporte urbano e da sustentabilidade.
Mas Curitiba é modelo de que? Logo vem a mente o “bom” transporte público e os belos parques, mas só isso serve para ser conhecida como modelo? A cosmopolita Curitiba sofre com problemas igual à toda grande metrópole. Embora a capital paranaense tenha sim, belos parques, a maioria deles são cópias. Um exemplo é o Jardim Botânico. A conhecida estufa é uma cópia de um palácio de Londres e, seus jardins, são cópias fiéis dos jardins de Luxemburgo, em Paris.
Grandes problemas vêm afetando Curitiba nos últimos anos. A cidade inchou com o grande número de migrantes e, como toda grande cidade, ficou a mercê da violência e da insegurança, que são cada vez maiores na cidade.
O estudante de jornalismo Rodrigo Araújo saiu de sua cidade natal, São Paulo, para estudar em Curitiba. Depois de ser assaltado, após cinco anos morando aqui, Araújo mudou sua opinião quanto à capital paranaense. “Antes eu andava de madrugada tranquilamente. Saia e voltava para casa a pé às 3 da manhã sossegado. Para mim, era 3 horas da tarde. Há um ano, eu estava voltando para casa e me assaltaram a 50 metros de casa, às 6 da manhã.”, conta. Depois disso, o estudante mudou totalmente de opinião quanto à segurança da cidade. “Quando eu mudei para cá, Curitiba era uma. Hoje é outra, completamente diferente. Hoje eu presto mais atenção quando eu saio na rua”, diz.
Matheus Lara, estudante de ensino médio, veio de São Mateus do Sul para estudar em Curitiba. Morando a pouco menos de um ano no centro da capital, Lara revela que foi assaltado em plena luz do dia, em frente ao shopping Cristal. “Um chegou com uma faca, e o outro com uma arma. O assaltou levou alguns segundos. Quando olhei para os lados, chegou um senhor e disse que tinha visto que as mesmas pessoas que me assaltaram, tinham assaltado uma senhora a poucos minutos atrás. Fiquei indignado. Primeiro, porque as mesmas pessoas fizeram dois assaltos em questão de minutos. Segundo, porque o senhor que viu os dois assaltos não fez nada”, conta. Por morar em um apartamento, Matheus também já viu um assalto de sua sacada. “Vi todo o processo: desde os elementos chegando perto da moça. O grito dela, e a correria. Não pude fazer nada na hora. Fiquei imóvel. Foi muito rápido”, diz.
Muitos locais que atraem turistas e os fascina durante o dia, acabam se tornando lugares obscuros e perigosos, lembrando tão bem cenários dos livros do escritor curitibano Dalton Trevisan. Enquanto de dia a modernidade e a aparente organização se mostram quase supremas, à noite a realidade se distancia - e muito - da aprazível Curitiba. Neste período a cidade se revela uma paisagem típica dos grandes centros: jovens em busca de diversão - lícita ou ilícita -, que se movimentam contrários às implícitas leis de ordem e civilidade. O teatro Guaíra, outro grande monumento da cidade, é palco para usuários de crack ao redor. “É a juventude que se mostra oposta à hipócrita fantasia de ‘cidade modelo’”, afirma a blogueira Anna Azevedo, que escreve sempre sobre uma Curitiba alternativa.
O Museu Oscar Niemayer, popularmente conhecido como museu do olho, é um dos pontos da cidade que anda perdendo o brilho. A moradora Maria* falou que é frequente ver nas dependências do museu jovens se drogando. Ela também disse que o museu é um lugar que atrai muitos mendigos, que vão até lá para pernoitar. Maria relata que os seguranças do museu são agressivos e abusam da violência, muitas vezes com a conivência da polícia. “Os seguranças do museu usam de violência contra mendigos que procuram abrigo para dormir. Uma vez tive o desprazer de ver o pobre do mendigo chorando de frio, por ter sido molhado pelos seguranças depois de apanhar.”, conta.
E não é somente o Museu do olho que sofre com essa brusca mudança de comportamento, sendo de dia atrações turísticas bem vistas, e a noite pontos que envergonham a cidade.
Outro exemplo clássico de bipolaridade de pontos turísticos curitibanos é o centro histórico. Localizado no Largo da Ordem, abriga uma cultura imensa, casarões antigos, igrejas e várias atrações, como a tradicional feirinha do largo da ordem que acontece todos os domingos. Mas o Largo é um dos locais mais perigosos da cidade de noite. “O Largo é muito perigoso, se ficar dando bobeira lá é óbvio que vai ser assaltado” conta o estudante Carlos Carvalho, de 20 anos. Carlos ainda discorreu que é comum encontrar no Largo adeptos da ideologia neonazista, “Eles sempre estão por lá, é comum vê-los, os skinheads são ridículos, já vi alguns deles baterem em homossexuais na região do centro histórico”.
Já existem discussões para resolver os problemas da cidade. Além de projetos feitos pela prefeitura, incentivo salarial para policiais, revitalização da cidade entre outros projetos, também há projetos paralelos de entidades como o instituto Gaudium e a Ação Social do Paraná que realizaram nos dias 10, 11 e 12 de setembro a segunda edição da Festa da Luz. A festa teve como objetivo revitalizar o centro histórico da cidade. Como em todos os grandes centros do Brasil, Curitiba sofre com vários problemas de infraestrutura, aqui não é a capital de conto de fadas como muito se diz por aí.
*Nome Fictício.
16 de outubro de 2010
TRI legal!
Uma seleção, que encanta, emociona, joga bonito e ainda por cima conquista o Tricampeonato mundial! Se engana, quem pensa que é a seleção de futebol de 1970... essa é a seleção de vôlei comanda pelo “monstro” Bernardinho.
Como ex-jogador de vôlei, sempre fui mais íntimo desse esporte, acompanhei o mundial desse ano meio nas coxas, por conta dos jogos serem no meio da tarde e, como somos somente o país do “fiasco” do futebol, não damos importância para os mundiais de outros esportes.
Com um regulamento que escancaradamente privilegiava a Itália anfitriã do torneio, o Brasil teve que passa por cima de todos, para chegar ao legítimo Tri, coisa que o futebol não tem!
A seleção do capitão Giba, foi duramente criticada por perder de propósito da Bulgária para cair em uma chave mais fácil, me pergunto, criticada porque? O Brasil jogou com o regulamento debaixo do braço. Aposto se tivesse acontecido o mesmo com o futebol, a imprensa brasileira teria apoiado.
Quem lê minha coluna, sabe que gosto de futebol, só que fico meio chateado com o desprezo com os esportes olímpicos, o vôlei por exemplo conquista mais títulos do que o futebol, e isso não é de hoje! Fica aqui meus parabéns para a BAND que abriu mão de transmitir jogos do campeonato brasileiro para passar em rede nacional a final do mundial de vôlei.
E que final foi aquela, 3x0 fácil,fácil em cima dos temidos cubanos. E escrevam o que estou dizendo, a única equipe que poderá bater de frente com o Brasil nos próximos 5 anos será Cuba. Assim como o Brasil, Cuba tem uma base fortíssima.
Parabéns também ao Giba, Dante e Rodrigão que são os únicos jogadores a participarem dos três mundiais conquistados pela seleção. Outro jogador que também merece os parabéns é o Vissotto, que igualou a marca do eterno capitão Nalbert, os dois são os únicos jogadores no mundo a serem campeões mundiais em todas as categorias do vôlei.
Por fim, foi emocionante assistir esse mundial, foi emocionante ver os jogadores lutarem, suarem a camisa, mostrar amor ao país. Para todos os jogadores e comissão técnica do Brasil, o sincero agradecimento do povo brasileiro, pois nesse ano onde toda a mídia apostou as fichas no futebol canarinho, foi o voleibol que trouxe mais alegrias... e o melhor de tudo, é saber que não acaba por aqui... vai começar agora o mundial feminino e adivinhem: Somos os favoritos! É TRI legal assistir o vôlei nacional jogar!
Como ex-jogador de vôlei, sempre fui mais íntimo desse esporte, acompanhei o mundial desse ano meio nas coxas, por conta dos jogos serem no meio da tarde e, como somos somente o país do “fiasco” do futebol, não damos importância para os mundiais de outros esportes.
Com um regulamento que escancaradamente privilegiava a Itália anfitriã do torneio, o Brasil teve que passa por cima de todos, para chegar ao legítimo Tri, coisa que o futebol não tem!
A seleção do capitão Giba, foi duramente criticada por perder de propósito da Bulgária para cair em uma chave mais fácil, me pergunto, criticada porque? O Brasil jogou com o regulamento debaixo do braço. Aposto se tivesse acontecido o mesmo com o futebol, a imprensa brasileira teria apoiado.
Quem lê minha coluna, sabe que gosto de futebol, só que fico meio chateado com o desprezo com os esportes olímpicos, o vôlei por exemplo conquista mais títulos do que o futebol, e isso não é de hoje! Fica aqui meus parabéns para a BAND que abriu mão de transmitir jogos do campeonato brasileiro para passar em rede nacional a final do mundial de vôlei.
E que final foi aquela, 3x0 fácil,fácil em cima dos temidos cubanos. E escrevam o que estou dizendo, a única equipe que poderá bater de frente com o Brasil nos próximos 5 anos será Cuba. Assim como o Brasil, Cuba tem uma base fortíssima.
Parabéns também ao Giba, Dante e Rodrigão que são os únicos jogadores a participarem dos três mundiais conquistados pela seleção. Outro jogador que também merece os parabéns é o Vissotto, que igualou a marca do eterno capitão Nalbert, os dois são os únicos jogadores no mundo a serem campeões mundiais em todas as categorias do vôlei.
Por fim, foi emocionante assistir esse mundial, foi emocionante ver os jogadores lutarem, suarem a camisa, mostrar amor ao país. Para todos os jogadores e comissão técnica do Brasil, o sincero agradecimento do povo brasileiro, pois nesse ano onde toda a mídia apostou as fichas no futebol canarinho, foi o voleibol que trouxe mais alegrias... e o melhor de tudo, é saber que não acaba por aqui... vai começar agora o mundial feminino e adivinhem: Somos os favoritos! É TRI legal assistir o vôlei nacional jogar!
No twitter tem que ter twitequeta
Muitas pessoas acham que a vida virtual não precisa ser regada a educação. Aí é que se enganam! Cada vez mais é preciso boas maneiras na web.
O twitter é o site em que o usuário mais se expõe. Pela manhã, você vê vários twetts de bom dia. No decorrer do dia, esses vão sendo trocados por discussões, xingamentos e desabafos. Mas... até onde vai o limite para você falar o que sente? No twitter esse limite vai até onde não se prejudique outro usuário.
Você deve estar pensando: “o que esse articulista quer? Que tenhamos etiqueta no twitter?” Eu respondo: por quê não? Ninguém acessa o twitter pra saber que fulano e cicrano estão de relações cortadas, ou que o Zézinho foi ao banheiro. Informações tolas e sem nexo não devem ser postadas. Além disso, o twitter não é chat! Quer teclar? Usa o msn!
Falar mal do trabalho também fica expressamente proibido. Tudo o que você falar poderá ser usado contra você na hora de sua demissão. Não seja chato, não reclame de tudo. O mais legal do twitter é seguir quem tem pensamentos iguais aos seus, ou que podem acrescentar algo. Ninguém quer passar o dia lendo frases desagradáveis. Afinal de contas, não custa nada ser educado no mundo virtual.
O twitter é o site em que o usuário mais se expõe. Pela manhã, você vê vários twetts de bom dia. No decorrer do dia, esses vão sendo trocados por discussões, xingamentos e desabafos. Mas... até onde vai o limite para você falar o que sente? No twitter esse limite vai até onde não se prejudique outro usuário.
Você deve estar pensando: “o que esse articulista quer? Que tenhamos etiqueta no twitter?” Eu respondo: por quê não? Ninguém acessa o twitter pra saber que fulano e cicrano estão de relações cortadas, ou que o Zézinho foi ao banheiro. Informações tolas e sem nexo não devem ser postadas. Além disso, o twitter não é chat! Quer teclar? Usa o msn!
Falar mal do trabalho também fica expressamente proibido. Tudo o que você falar poderá ser usado contra você na hora de sua demissão. Não seja chato, não reclame de tudo. O mais legal do twitter é seguir quem tem pensamentos iguais aos seus, ou que podem acrescentar algo. Ninguém quer passar o dia lendo frases desagradáveis. Afinal de contas, não custa nada ser educado no mundo virtual.
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